Summary: | Neste artigo, se revisa o filme "El topo" (1970) de Alejandro Jodorowsky, em contraste com a primeira longa-metragem do cineasta chileno, "Fando y Lis" (1968), e com sua produção posterior, "La montaña sagrada" (1973), com a intenção de explicar a construção de espaços simbólicos na dimensão diegética (Bal, 1990; Bordwell e Thompson, 2002), que são recorrentes na obra deste diretor. A escolha dos elementos reside no fato de que cada um deles funciona como microcosmos do sentido (Berruto, 1988), pelo qual foram selecionados os mais reiterativos: o deserto, as residênçias dos mestres e a caverna. É importante destacar que as três histórias têm em comum o tópico da busca, o que permite que sejam comprendidas como um macrodiscurso. Do mesmo modo, se considera a arquitextualidade (Genette, 1989), para mostrar a articulação existente entre as diferentes produções fílmicas selecionadas, buscando uma primeira aproximação a poética visual do autor.
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